Programa Promove: à procura de ideias e projetos para valorizar o interior

Conteúdo patrocinado por

Contribuir para o desenvolvimento sustentável do interior do país é o objetivo do programa Promove, que mais uma vez abre concurso a projetos e ideias. As candidaturas decorrem até 12 de fevereiro.

De que forma é possível levar inovação e desenvolvimento às zonas mais despovoadas do país, garantindo ao mesmo tempo a sustentabilidade dos projetos e das regiões? Este é o mote que está por detrás do programa Promove, cuja oitava edição está já a decorrer, por iniciativa da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). O objetivo continua a ser o apoio a ideias e projetos destinados a valorizar o interior de Portugal e as candidaturas podem ser apresentadas até 12 de fevereiro de 2026. Toda a informação relativa ao concurso pode ser consultada no site da Fundação la”Caixa”.

Nesta edição, serão novamente apoiados a fundo perdido projetos-piloto (até 150 mil euros), projetos de investigação e desenvolvimento (I&D) mobilizadores (até 250 mil euros) e ainda ideias inovadoras da autoria de estudantes universitários (apoio de 5 mil euros). Ao todo, são três tipos de iniciativas suscetíveis de angariar apoio, devendo para tal reunir todos os critérios e focar-se nas áreas temáticas definidas no concurso.

Tendo em conta as necessidades de desenvolvimento sustentável observadas no interior, este ano foram, mais uma vez, identificadas as áreas temáticas em que as ideias e projetos concorrentes devem incidir. Nesse sentido, o programa apoiará candidaturas de projetos-piloto e ideias com potencial nas áreas relacionadas com a gestão de recursos naturais, a criação de novos polos de desenvolvimento e inovação, e ainda a valorização do património para atração de turistas e novos residentes.

Já no caso dos projetos de I&D mobilizadores, serão privilegiados os que se centram em áreas como as águas termais, parques e reservas naturais, estudos sobre riscos biológicos e promoção de novas culturas e produtos naturais.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é Green-and-Gray-IT-Services-Workflow-Infographic-Presentation-1920-x-500-px-12.png

À semelhança das edições anteriores, o Promove 2026 destina-se a valorizar as regiões do interior Norte, Centro e Sul do país, através de apoio financeiro a ideias e projetos referentes às seguintes áreas geográficas: 

À semelhança das edições anteriores, o Promove 2026 destina-se a valorizar as regiões do interior Norte, Centro e Sul do país, através de apoio financeiro a ideias e projetos referentes às seguintes áreas geográficas: 

Na edição de 2025, os apoios entregues atingiram os 6,4 milhões de euros, distribuídos por 33 projetos e 20 ideias inovadoras. Entre os projetos-piloto selecionados estão, por exemplo, o Olive4Cereal, que se propõe aproveitar subprodutos do bagaço da azeitona para aumentar a resiliência climática dos cereais, ou o DOURORISK, criado para prevenir e mitigar riscos naturais à escala local, através da criação de uma ferramenta digital, inteligente e interativa.

Também com recurso ao digital, mais concretamente à inteligência artificial (IA), outro dos projetos apoiados pretende documentar as histórias de migrantes e refugiados acolhidos no Fundão, através da criação de um arquivo digital interativo, assim como exposições e debates para estimular a coesão social.

Já no âmbito dos projetos de I&D mobilizadores, foram vários os selecionados para receber o apoio do Promove 2025, como foi o caso do SiARA, que recorre à IA e à robótica móvel autónoma para levar a cabo uma gestão sustentável da estepe alentejana. Também no Alentejo, o projeto LAVida quer avaliar a ação da lavândula no combate à obesidade, ao mesmo tempo que tem como intenção promover a literacia em saúde e a valorização daquele recurso local.

Subindo no mapa e chegando à área geográfica do Centro, mais concretamente a Figueira de Castelo Rodrigo, o CIRCWOOL aposta em promover a circularidade e a valorização de subprodutos da lã de ovelha encaminhando-os para a melhoria dos solos de olival e pastagens da região.

Quanto às propostas desenvolvidas e apresentadas por estudantes do ensino superior, destaque para o miRCaP, que vai investigar o potencial terapêutico da carqueja no cancro da próstata, ou o DrinkSense, um porta-chaves inteligente que ajuda na deteção de estupefacientes em bebidas, a ser usado em ambientes sociais, como festas e eventos.

Os caminhos para levar inovação, esperança e desenvolvimento sustentável ao interior podem ser vários, mas para que os mesmos sejam traçados há que criar apoios e incentivos. E é isso mesmo que o Promove 2026 põe em prática, com vista a ajudar a projetar o futuro do interior. Mais informações aqui.