Odemira voltou a sair à rua para celebrar a liberdade. Entre os dias 11 e 26 de abril, a festa estendeu-se por toda a vila, celebrando com música, cultura, desporto e a defesa da Democracia.
Os valores de Abril voltaram a estar em destaque no “Abril em Odemira – Festival da Justiça e Liberdade”, evento que o Município de Odemira organizou entre os dias 11 e 26 de abril. À semelhança dos anos anteriores, a programação incluiu dezenas de encontros, espetáculos, exposições e provas desportivas, contemplando uma vasta oferta criada para ir ao encontro de todas as idades e preferências culturais. Tudo com um objetivo principal: promover o encontro e a partilha, estimular o debate de ideias, defender a Democracia e celebrar a liberdade.
Pelos vários palcos do “Abril em Odemira” passaram diferentes sonoridades e nomes conhecidos do grande público, como A Garota Não, Samuel Úria ou Os Quatro Meia. Também os Moços do Mira e convidados marcaram presença com o cante alentejano, assim como os Ganso ou os Duques do Proletariado, entre muitos outros. Houve ainda espaço para encontros de grupos corais e bandas civis, com uma arruada pelas ruas de Odemira, e ainda um encontro de bandas filarmónicas. O ambiente de festa contagiou a população, que aderiu em massa, juntando-se à celebração.
Veja aqui os melhores momentos do “Abril em Odemira – Festival da Justiça e Liberdade”.

Um dos pontos altos do programa foi a conferência nacional “50 Anos de Poder Local Democrático”, que o Município de Odemira organizou no dia 23 de abril, para debater o caminho percorrido pela administração local, bem como os desafios do passado e o que poderá estar reservado no futuro. Num dos painéis participaram todos os presidentes da Câmara Municipal de Odemira eleitos após o 25 de Abril, à exceção de Justino Abreu dos Santos, presidente entre 1976 e 1993, o qual faleceu recentemente. Também nesta conferência participou José Pacheco Pereira, historiador e presidente da direção da Associação Cultural Ephemera, que refletiu sobre o valor democrático das instituições locais.
Por Odemira passaram ainda as autoras Filipa Fonseca Silva, Mafalda Santos e Maria Bravo, do Clube das Mulheres Escritoras, o economista Francisco Louçã, que apresentou o seu mais recente livro, “Imaginação – Cores, Deuses, Viagens e Amores”, assim como o escritor Hugo Gonçalves e a sua obra “Revolução”.
Como habitualmente, o cinema também marcou presença, através do Ciclo de Cinema Fulgores de Abril, que contou com a presença da realizadora Luciana Fina e da investigadora Maria do Carmo Piçarra.
Teatro, performances, animação de rua e várias exposições em diversos locais do concelho fizeram igualmente parte do vasto programa trabalhado pela equipa do Município.





Como não podia deixar de ser, foram vários os momentos oficiais destinados a honrar com solenidade a data, nomeadamente, o hastear da bandeira e a sessão extraordinária da Assembleia Municipal, no dia 25 de Abril, contando com a presença de Hélder Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira.
E porque um dos objetivos do festival assenta na importância do debate de ideias, os odemirenses tiveram ainda a oportunidade de assistir à transmissão ao vivo do programa e podcast “Dia de Reflexão, da TSF, com Zé Pedro Silva, Maria Escaja, João Maria Jonet e Madalena Freire. Por outro lado, Fernando Alvim levou, mais uma vez, o seu Festival Termómetro a Odemira, dando a conhecer novos talentos e bandas emergentes numa das etapas daquele certame que já vai na 30.ª edição.
O que também acontece todos os anos – e em 2026 não foi exceção – prende-se com a criação de espaços pensados para os mais novos. Foi o caso do Espaço Ojovem, com música, jogos e zona de carregamento de telemóveis, e a muito procurada Funzone, com brincadeiras, insufláveis, trampolins e campo de jogos para os mais pequenos.
Ao longo do festival, houve ainda espaço para o Open Day de Canoagem no Rio Mira, o Torneio de Natação de Masters, e os jogos de andebol de rua, envolvendo também o desporto como forma de participar na festa da liberdade.
Ao longo de duas semanas, Odemira voltou a demonstrar que a celebração de Abril é, acima de tudo, um compromisso vivo com a liberdade e a participação cívica. Desde 1979 que o concelho assinala o 25 de Abril sem interrupções, e este ano reafirmou essa identidade ao promover, com o apoio de diversas parcerias, um vasto conjunto de iniciativas abertas e plurais. Com mais uma edição de “Abril em Odemira”, ficou claro que a memória de Abril continua profundamente enraizada no território, inspirando o presente e o futuro do concelho.

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